Parlamentar foi levada para prestar esclarecimentos; assessoria afirma que valores têm origem lícita e nega irregularidades
A deputada estadual Janad Valcari (PP) foi abordada por agentes da Polícia Federal do Brasil na manhã desta quarta-feira (29), após realizar um saque de R$ 500 mil em uma agência bancária em Palmas. Após a abordagem, a parlamentar foi conduzida à sede da corporação para prestar esclarecimentos sobre a movimentação financeira.
A ação ocorreu após um alerta emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, que identificou saques programados com valores considerados elevados. A partir da comunicação, a Polícia Federal decidiu acompanhar a movimentação e abordar a deputada logo após a retirada do montante.
De acordo com informações apuradas, a PF também protocolou uma representação sobre o caso na Justiça Eleitoral, o que pode indicar a abertura de procedimentos para análise mais aprofundada da movimentação financeira, especialmente em contexto político e pré-eleitoral.
Apesar da abordagem, a Polícia Federal informou que a deputada não foi presa, sendo convidada a comparecer à sede da instituição para prestar esclarecimentos formais. O procedimento é considerado padrão em casos que envolvem comunicações de movimentações financeiras atípicas.
Defesa afirma legalidade dos recursos
Em nota oficial, a assessoria da deputada afirmou que Janad Valcari colaborou integralmente com as autoridades e que os valores sacados são provenientes de recursos pessoais, com origem lícita e compatível com seu patrimônio declarado e sua trajetória profissional.
Segundo o comunicado, a parlamentar “recebeu a abordagem com tranquilidade” e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais. A assessoria também reforçou que não há qualquer irregularidade na operação financeira.
O texto destaca ainda que a deputada mantém uma atuação pautada pela transparência, legalidade e respeito às instituições, reiterando confiança de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.
Contexto político e investigação
A assessoria também mencionou o momento político, destacando que períodos de pré-campanha eleitoral costumam intensificar disputas e tensões, o que, segundo o posicionamento, pode gerar tentativas de desgaste de imagem pública.
Enquanto isso, o caso segue sob análise das autoridades competentes. A eventual continuidade das investigações dependerá da avaliação dos elementos apresentados à Justiça Eleitoral e dos esclarecimentos prestados pela parlamentar.
Até o momento, não há confirmação de abertura de inquérito formal ou acusação contra a deputada. O caso permanece em fase inicial de apuração.



