Publicado em 2025, “Olha aquele menino, mamãe!”, de Francisco Neto Pereira Pinto, aborda imigração, desigualdade social e respeito às diferenças por meio de uma narrativa voltada ao público infantil.
Uma obra da literatura infantil produzida no Tocantins propõe reflexões sobre diversidade étnico-racial, empatia e inclusão durante o mês da Consciência Negra. O livro Olha aquele menino, mamãe!, escrito pelo autor tocantinense Francisco Neto Pereira Pinto e publicado em 2025 pela editora Mercado de Letras, aborda questões sociais a partir de uma história do cotidiano infantil.
Professor da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) e psicanalista, Francisco Neto, que é um homem pardo, desenvolveu a narrativa a partir de uma experiência pessoal relacionada à paternidade.
A história apresenta Ana, uma mulher negra, e seu filho Téo, de três anos. Durante uma ida ao supermercado, enquanto estão parados em um semáforo, o menino observa um bebê no colo da mãe e comenta: “Olha aquele menino, mamãe!”. A criança pertence a uma família de imigrantes indígenas e está chorando, enquanto a mãe tenta acalmá-la antes de decidir amamentá-la.
A partir dessa situação, a narrativa aborda diferentes realidades da infância e questões como imigração, vulnerabilidade social, diversidade cultural e desigualdade econômica. O enredo aproxima o público infantil de temas presentes na sociedade brasileira, incentivando a reflexão sobre o respeito e a convivência entre diferentes grupos.
A publicação também dialoga com a importância da representatividade na literatura infantil. A professora doutora Florentina Souza, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), destaca que o contato das crianças com obras que representem a diversidade brasileira é um caminho para fortalecer a educação antirracista.
Nesse contexto, o livro pode ser utilizado por famílias e educadores como recurso para abordar preconceito, direitos humanos, cultura indígena, solidariedade e respeito às diferenças.
A publicação amplia a visibilidade da literatura infantil produzida no Tocantins e destaca o papel dos livros na abordagem de questões sociais desde os primeiros anos de vida. Com temas relacionados à diversidade étnico-racial, à imigração e às desigualdades, Olha aquele menino, mamãe! apresenta-se como uma opção de leitura para famílias e escolas interessadas em trabalhar educação antirracista, respeito às diferenças e direitos humanos durante o mês da Consciência Negra.



