Flávio Bolsonaro é alvo de suspeita de sócio oculto na casa de apostas Best Bet, diz revista

vo de investigações sobre uma possível sociedade oculta com a casa de apostas Best Bet, conforme reportagem da revista piauí publicada em 20 de outubro de 2026. As suspeitas se baseiam em vínculos bancários diretos do parlamentar com o empresário Willer Tomaz, apontado como amigo próximo de Flávio, além de conexões societárias entre companhias vinculadas aos dois e à própria plataforma de apostas.

dade oculta com a casa de apostas Best Bet, conforme reportagem da revista piauí publicada em 20 de outubro de 2026. As suspeitas se baseiam em vínculos bancários diretos do parlamentar com o empresário Willer Tomaz, apontado como amigo próximo de Flávio, além de conexões societárias entre companhias vinculadas aos dois e à própria plataforma de apostas.

De acordo com a reportagem, as ligações do caso começaram em janeiro de 2023, quando Tomaz constituiu a Cathedral Holdings na Ilha da Madeira, em Portugal. No mês seguinte, o grupo empresarial do advogado abriu, no Brasil, a Rede Loto Ltda., que passou a operar sob o nome fantasia Best Bet. Em maio daquele ano, a Best Bet recebeu da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) a autorização para explorar o mercado de apostas.

O texto também enfatiza a relação de Tomaz com o governador Cláudio Castro (PL-RJ) e com o próprio senador. Segundo informações divulgadas pela publicação, Hazenclever Cançado — indicado ao cargo de presidente da Loterj por Flávio Bolsonaro — concedeu as licenças às empresas de apostas em um cenário no qual a regulamentação federal ainda não estava plenamente estabelecida.

Ainda em 2023, Willer Tomaz criou outra holding na Madeira, chamada Alcazar Holdings, que mantinha estrutura empresarial equivalente no Brasil. Cathedral e Alcazar compartilhavam o mesmo proprietário formal, o mesmo administrador e o mesmo endereço em Portugal. Os registros contábeis das duas companhias apontaram movimentações financeiras que reforçaram a hipótese de financiamento cruzado e de ocultação de sócios.

O ponto-chave para a Polícia Federal foi o acesso privilegiado de Flávio Bolsonaro à conta da Alcazar no banco Santander. O senador estava cadastrado como usuário master ao lado de Tomaz, ambos os únicos com esse nível de permissão. A sequência de relações — Cathedral controlando formalmente a Best Bet e Alcazar vinculada à Cathedral — levou os investigadores a examinar se Flávio atuava como sócio oculto da plataforma.

Conforme a revista, a exclusão de Flávio como usuário master da conta bancária ocorreu em 22 de maio de 2025, após solicitação enviada ao Santander por uma funcionária de Tomaz. Em nota, o senador negou qualquer vínculo e afirmou que “nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”, declarando-se inocente das suspeitas.

Além dos registros bancários, a polícia teria identificado viagens em companhia de Tomaz, uso partilhado de jatinhos e transferências financeiras de valores não especificados. Em um desses deslocamentos, Flávio e o empresário estiveram juntos em Portugal e seguiram, no dia seguinte, com suas famílias para Nice, na França, em um avião fretado pela Cathedral.

A saída de Flávio da conta da Alcazar ocorreu cerca de quatro meses após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que limitou a atuação da Best Bet ao território fluminense. Com a restrição, a empresa encerrou suas operações em meados de 2025. A assessoria do senador foi procurada para comentar as apurações, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.

( MSN Notícias)

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