Áudio divulgado pela revista Veja trazia de declaração do ex-dono do Banco Master de que teria bancado filme dirigido por Oliver Stone e lançado em 2024; extração de dados do aparelho não identificou conversas sobre os pagamentos mencionados.
A Polícia Federal (PF) não encontrou, no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, conversas relacionadas a supostos pagamentos para financiar o documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dirigido pelo cineasta Oliver Stone e lançado em 2024. A informação contrasta com uma declaração atribuída a Vorcaro em um áudio divulgado pela revista Veja, no qual ele afirma ter custeado a produção.
De acordo com as informações divulgadas, as mensagens extraídas do aparelho abrangem o período entre 2012 e 2025. O intervalo inclui os anos de 2022 e 2023, quando o documentário foi produzido, além de 2024, ano de seu lançamento. Apesar desse recorte temporal, a análise do conteúdo do celular não identificou conversas relacionadas aos supostos pagamentos mencionados no áudio.
A declaração atribuída a Vorcaro levanta questionamentos sobre a suposta participação financeira do empresário na produção cinematográfica.
O caso também evidencia a diferença entre uma declaração atribuída a uma pessoa e a existência de elementos documentais que permitam verificar o que foi afirmado. Embora o áudio divulgado pela Veja apresente a versão de Vorcaro sobre o financiamento, as informações disponíveis sobre a extração de dados do celular não apontam registros de conversas que comprovem essa alegação.
Não é possível concluir, com base apenas nas informações disponíveis, se Daniel Vorcaro efetivamente financiou o documentário ou se houve pagamentos vinculados à produção.
A Polícia Federal também informou que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado pela revista Veja e que não recebeu, no âmbito das tratativas de colaboração premiada, documentos ou anexos com esse conteúdo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que não houve depoimento oral durante as negociações, e as propostas de colaboração apresentadas pela defesa não avançaram.



