O terror previsível do nazifascismo está vivo e atuante

Ação fascista em Pernambuco finalmente cumpre o perfil tático anunciado no típico receituário da orientação clássica de Steve Bannon e Olavo Carvalho, de instalação do caos na luta  política e anúncio de medidas que visam pautar a disputa decisiva, gerando a confusão destinada a oferecer vantagem a um protozoário misto de candidato conservador desqualificado com o desenho do perfil de marginal de amplo espectro, miliciano, e gatuno de ocasião.

A mídia estabelecida cumpre o script e desvia o noticiário para os factoides criados no sentido de incrementar vantagem ao despreparado energumeno filhote do papai genocida, que, longe da pretensa condição “antisistema”, utiliza as mais sofisticadas ferramenta dos herdeiros da sinistra vertente colonial, que acalenta em seu berço a arcaica e atávica violência que não nos é estranha!

Ao invés de se debruçar sobre a disputa em curso, os incautos passam a valorizar os artificiais efeitos pirotécnicos forjados na trajetória e no imaginário nazifascista.

A alternância entre os factoides e ameaças admissíveis pelas fragilizadas instituições, admitindo ousadas ações de terror na intimidação de quem vai descobrindo aos poucos que o jogo passa a ser jogado fora das “quatro linhas”, passa a contar com uma reação até  pouco tempo imprevisível da rebelião de um encorpado contingente da juventude secundarista e universitária que passou a interferir no script fascistizante, alterando a correlação de forças, transformando o segundo turno num inesperado confronto que terá pelo menos três semanas adiante, sem excluir um exponencial agravamento das previsíveis contradições antagônicas de um processo eleitoral conturbado – a bordo de um golpe fartamente anunciado.

Doravante devemos nos preocupar com um desdobramento mais radicalizado que ultrapassa e  transcende a qualquer praxe corriqueira do exercício democrático. Afinal nada do que está no horizonte está distanciado da efeméride antifascista nossa velha conhecida. Quem viver, verá e lutará em defesa da nossa soberania, da nossa sociedade e do nosso povo trabalhador nos marcos do melhor futuro insubmisso para o Brasil. avante!!!

Por Luiz Carlos Antero*

*Luiz Carlos Antero é jornalista e sociólogo, com passagens em diversas redações do pais, onde atua na defesa dos direitos humanos no Brasil

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