Candidato critica falta de transparência e prioridade dada a eventos enquanto áreas essenciais acumulam demandas.
O uso excessivo de emendas parlamentares, sem transparência suficiente sobre critérios, execução e resultados, tornou-se um dos principais alvos das críticas de Dari Fronza (PL). Candidato a deputado estadual, ele alerta que esse tipo de instrumento pode ser explorado eleitoralmente quando recursos públicos são apresentados como benefícios pessoais de quem já exerce mandato.
Na planilha estadual de 2026, quase R$ 215 milhões foram indicados pelos 21 parlamentares que buscam a reeleição. Para Dari, o volume reforça a necessidade de ampliar o acompanhamento sobre a destinação e a execução desses recursos.
“Emenda é dinheiro público. Não pertence ao deputado que faz o anúncio, aparece na fotografia ou tenta transformar a entrega em propaganda de campanha”, afirma.
O candidato também questiona a destinação de recursos para festas, eventos e shows de alto valor enquanto áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura acumulam demandas. Dari reconhece a importância cultural e econômica dessas programações, mas defende critérios claros, justificativas públicas, contratos detalhados e prestação de contas acessível à população.
Entre as propostas apresentadas está o acompanhamento das emendas desde a indicação até a execução, com identificação da autoria, do beneficiário, da finalidade, dos pagamentos realizados e dos resultados entregues. Dari também pretende cobrar relatórios periódicos dos órgãos estaduais responsáveis pela aplicação dos recursos.
“A Assembleia precisa fiscalizar as próprias decisões e também o Governo, que executa grande parte desses recursos. Não basta anunciar uma emenda. É preciso mostrar onde o dinheiro foi aplicado e qual problema da população foi efetivamente resolvido”, declara.
Para Dari, o debate sobre emendas também precisa envolver a forma como o orçamento público é utilizado em períodos eleitorais.
“A população precisa avaliar se o dinheiro público está sendo usado para resolver problemas reais ou apenas para preservar mandatos e produzir visibilidade política. O orçamento deve atender prioridades da sociedade, e não interesses eleitorais”, conclui.



