Dari Fronza critica uso eleitoreiro de emendas por deputados, que destinaram R$ 245 milhões em 2026: “Assembleia precisa de mudança”

Dos recursos destinados em 2026, R$ 214,9 milhões foram indicados por 21 deputados estaduais que buscam a reeleição.

O candidato a deputado estadual Dari Fronza (PL) criticou o uso excessivo de emendas parlamentares no Tocantins e alertou para os efeitos desse modelo sobre as prioridades do orçamento e a disputa eleitoral. A planilha estadual de 2026 registra R$ 245.245.700 destinados pelos 24 deputados. Desse total, R$ 214.935.551 correspondem a 1.233 emendas dos 21 parlamentares que buscam a reeleição.

Dari afirma que a concentração de tantos recursos nas mãos de deputados exige critérios mais claros e fiscalização desde a indicação até a entrega. Na planilha, R$ 147.818.848 das emendas atribuídas aos 21 parlamentares constam como pagos. Para o candidato, o registro do pagamento, por si só, não demonstra qual serviço, obra ou equipamento chegou à população.

“Emenda é dinheiro do cidadão usado pelo poder público, não patrimônio eleitoral de deputado. Quem destina milhões de reais e depois aparece como dono da entrega ganha uma vantagem política que precisa ser discutida. O eleitor tem o direito de conhecer os critérios da escolha e o resultado de cada gasto”, afirma.

Transparência

Segundo Dari, o uso exacerbado das emendas, sem transparência suficiente sobre contratos e resultados, pode influenciar o processo eleitoral ao permitir que parlamentares associem recursos públicos à própria candidatura. Ele sustenta que a crítica não dispensa a fiscalização do Executivo, responsável pela execução das políticas e dos pagamentos.

O candidato defende que as destinações sejam comparadas às necessidades dos municípios, especialmente nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Também propõe acompanhamento público de cada emenda, com identificação do autor, beneficiário, objeto, valores pagos, contratos e resultado entregue.

“Se a emenda foi para uma unidade de saúde, é preciso saber se virou atendimento. Se foi para uma estrada, é preciso verificar se a obra foi feita. O mandato não pode se limitar ao anúncio nem usar a entrega como peça de campanha”, declara.

Cobrança e fiscalização

Dari afirma que, caso seja eleito, pretende apresentar propostas de transparência, cobrar relatórios periódicos e fiscalizar tanto as escolhas da Assembleia quanto a execução pelo Governo do Estado. “O orçamento precisa responder aos problemas da população, não ao calendário eleitoral de quem já ocupa uma cadeira”, conclui.

Saiba mais sobre Dari Fronza: https://www.instagram.com/fronzadari/

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