Polícia Militar desarticula garimpo ilegal e realiza apreensão histórica de substâncias tóxicas no sudeste do Tocantins

Ação resultou na apreensão de 43 kg de mercúrio e 525 kg de cianeto na zona rural de Chapada da Natividade

A Polícia Militar do Tocantins (PMTO), por meio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), deflagrou na quarta-feira, 08, uma operação de combate ao garimpo ilegal na zona rural de Chapada da Natividade. A ação, realizada no âmbito da Operação Amálgama, resultou na desarticulação de uma grande estrutura de extração de ouro e na maior apreensão de mercúrio e cianeto dos últimos anos no Estado. A intervenção contou com o apoio de equipes do 11° BPM para a contenção e detenção dos envolvidos.

O local da atividade ilícita foi previamente identificado pelo BPMA por meio de geoprocessamento de informações e monitoramento via canal “Ambiental Online”. Ao chegarem à Fazenda Lava Pés, os militares constataram a existência de uma estrutura de decantação operando sem qualquer licença ou autorização ambiental. Durante a inspeção técnica, as equipes localizaram e apreenderam 43 kg de mercúrio e 525 kg de cianeto, substâncias altamente tóxicas cujo uso inadequado causa danos devastadores ao solo, à fauna, à flora e aos recursos hídricos da região.

A operação resultou na detenção de quatro pessoas envolvidas na atividade ilícita e na aplicação de dois autos de infração que, somados, totalizam 1.700.000 reais. Além das multas, foram lavrados termos de apreensão e de embargo, paralisando imediatamente as atividades poluidoras no local. Os envolvidos e todo o material químico confiscado foram conduzidos e apresentados na Central de Atendimento da Polícia Civil em Dianópolis para a adoção das providências legais cabíveis, sob as acusações de crime ambiental e armazenamento irregular de substâncias tóxicas.

O Comandante do BPMA, Tenente- Coronel Geraldo Magela ressaltou que “esta ação representa um duro golpe contra a degradação ambiental no sudeste tocantinense e reforça o compromisso da Polícia Militar na proteção dos biomas do Estado”.

O Tenente- Coronel destacou ainda que “a utilização de tecnologias de geoinformação tem sido fundamental para o sucesso das operações, permitindo que a corporação atue com precisão em áreas de difícil acesso, garantindo a preservação do patrimônio natural para as futuras gerações”, concluiu. 

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