Suspeito de cometer o crime exercia a guarda da criança, e foi preso nesta sexta-feira, 13, em Gurupi.
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 94ª Delegacia de Polícia de Peixe, cumpriu nesta sexta-feira,13, um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem de 65 anos. Ele é investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria neta, atualmente com 10 anos de idade.
A prisão foi efetuada no município de Gurupi. A ação contou com o apoio operacional da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (8ª DEIC – Gurupi) e da 87ª Delegacia de Polícia de Gurupi.
As investigações apontam que os abusos ocorriam desde que a vítima tinha oito anos. Embora a prisão tenha ocorrido em Gurupi, os atos criminosos foram registrados no município de Peixe. Inicialmente, os abusos ocorreram na zona rural, em uma fazenda, e posteriormente tiveram continuidade em um povoado onde a criança convivia com o avô, que exercia sua guarda.
A prisão preventiva, representada pelo delegado João Paulo Sousa Ribeiro, foi fundamentada na gravidade concreta da conduta e no modus operandi do suspeito, uma vez que o homem se valia da posição de autoridade e confiança familiar para abusar da neta.
A medida judicial também foi necessária devido ao risco à instrução criminal e para a preservação do depoimento de testemunhas. O investigado vinha tentando desqualificar as denúncias, alegando que os fatos seriam “inventados” por sua ex-companheira. Além disso, foi identificado o risco de reincidência do crime, com indícios de que o investigado tentava manter proximidade com a vítima mesmo após a imposição de medidas protetivas anteriores.
De acordo com a autoridade policial, João Paulo Sousa, a gravidade dos fatos e os riscos de novos abusos à criança, reforçou a adoção de medidas rigorosas na condução das investigações. “A manutenção do investigado em liberdade representava um perigo concreto à integridade física, psicológica e emocional da vítima, bem como à regular condução da investigação”, destacou.
O preso foi encaminhado à unidade prisional, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário. O inquérito policial segue tramitando na 94ª DP de Peixe para a conclusão das investigações.



