Araguaína foi escolhida para receber uma das edições do projeto “Arte Sobre Cicatrizes – Reescrevendo Histórias na Pele”, iniciativa cultural idealizada pelo renomado ativista cultural e tatuador goiano João Kleber, que utiliza a tatuagem como ferramenta de inclusão, arte e resgate da autoestima.
A realização do projeto na cidade acontece a convite da Associação Amigos do Museu de Araguaína (AAMAR), instituição que atua na valorização da cultura, da memória e das ações sociais no município. As tatuagens serão totalmente gratuitas, destinadas a pessoas com cicatrizes, deformidades ou marcas na pele, e os participantes serão selecionados pela própria AAMAR.
Para o presidente da associação, professor Régis Carvalho, o projeto representa muito mais do que uma ação estética.
“O Arte Sobre Cicatrizes dialoga diretamente com a missão da AAMAR, que é promover cultura, inclusão e dignidade. Estamos falando de pessoas que carregam marcas físicas e emocionais, e que agora terão a oportunidade de ressignificar essas histórias por meio da arte”, destacou.
Segundo ele, trazer o projeto para Araguaína reforça o papel da cidade como polo cultural e humano.
“É uma honra receber um artista do reconhecimento de João Kleber e participar de uma iniciativa que une arte, sensibilidade e impacto social real”, completou.
O idealizador do projeto, João Kleber, explica que a proposta nasceu da vivência no estúdio e do contato direto com histórias de dor, superação e coragem.
“A tatuagem vai muito além da estética. Ela pode ser uma ferramenta de cura simbólica. Quando transformamos uma cicatriz em arte, ajudamos a pessoa a mudar a forma como ela se enxerga e como o mundo a enxerga”, afirmou o artista.
João Kleber também ressaltou a importância da parceria com a AAMAR.
“Escolher Araguaína foi uma decisão muito especial. A AAMAR tem um trabalho sério, comprometido com a cultura e com as pessoas. Essa união garante que o projeto chegue a quem realmente precisa, de forma respeitosa e gratuita.”
As pessoas contempladas pelo Arte Sobre Cicatrizes passarão por um processo de seleção conduzido pela AAMAR, que levará em consideração critérios sociais e a viabilidade artística das tatuagens. Cada desenho será desenvolvido de forma personalizada, respeitando a história e o desejo de cada participante.
O projeto reforça a tatuagem como expressão artística legítima, além de provocar uma reflexão sobre diversidade corporal, empatia e aceitação. Em Araguaína, a iniciativa promete deixar marcas que vão muito além da pele — marcas de acolhimento, pertencimento e transformação.



