Nenzinho Alencar foi preso após ser condenado por abuso sexual de vulnerável em 2016, mas aguardava em liberdade
O ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-senador suplente Manoel Alencar Neto, conhecido como “Nezinho Alencar”, foi preso após a Justiça do Tocantins determinar o cumprimento definitivo de sua pena por estupro de vulnerável. O caso teve repercussão nacional há 10 anos, mas ele aguardava em liberdade.
A condenação é referente a crimes ocorridos em 2016, quando ele foi acusado de abusar sexualmente de duas crianças, então com 6 e 9 anos. Na época, a produção de provas feita pelo pai das vítimas, que registrou imagens dos abusos e levou o material às autoridades, provocou a atuação da Polícia Federal (PF).
Inicialmente condenado a quase 30 anos de prisão em 2017, o ex-político teve a pena reduzida em instâncias superiores para 9 anos e 4 meses de reclusão, em regime fechado. Com o trânsito em julgado, não cabem mais recursos sobre a condenação, restando apenas o cumprimento da pena imposta pela Justiça.
Antes da prisão, a defesa chegou a pedir o reconhecimento da prescrição relativa aos fatos, argumento rejeitado pela Justiça. Diante da situação, ficou assim determinada a expedição do mandado para início imediato da execução penal, reforçando que não havia impedimentos legais para o cumprimento da pena.
Logo após a captura, “Nezinho Alencar” deverá permanecer recolhido em unidade prisional, à disposição do Judiciário. O mandado de prisão tem validade até o ano de 2042. Em nota, a defesa citou a idade avançada do réu e informou que adotará medidas judiciais cabíveis para tentar reverter a decisão proferida.
Nota da defesa de “Nezinho Alencar”
“A defesa do Senhor Manoel Alencar Neto recebeu com surpresa a respeitável decisão do Juízo Criminal de Guaraí, que determinou a prisão de uma pessoa idosa e com mais de 76 anos de idade, e com estado de saúde delicado. Já estamos adotando as medidas judiciais cabíveis junto ao egrégio Tribunal de Justiça do Tocantins para assegurar sua liberdade, com a brevidade que o caso requer.”
Dr. Lucas Mendonça Cavalcante
(Com informações do Portal Guaraí Notícias)



