Mãe atípica denuncia escola por negligência e expulsão de filho autista em Palmas

Em relato emocionante, a mãe expõe a luta por inclusão e justiça diante da expulsão de seu filho de uma renomada instituição de ensino às vésperas de seu aniversário.

Na última semana, uma mãe de Palmas, Tocantins, trouxe à tona uma situação alarmante envolvendo a expulsão de seu filho autista de uma escola particular renomada, a apenas dias de seu sexto aniversário. Jenny, mãe de duas crianças neurodivergentes, partilhou sua indignação e a luta que enfrenta para garantir os direitos de seu filho em um sistema educacional que, segundo ela, falha em oferecer a inclusão e o apoio necessário.

Jenny relatou que, no dia 17 de março, a escola informou sobre a expulsão de seu filho, apesar de estarem cientes de seu quadro médico. O menino, que enfrenta dificuldades de fala devido a crises convulsivas, é acompanhado por uma equipe neurológica, mas, segundo a mãe, a instituição nunca apresentou um Plano de Ensino Individual (PEI) ou um acompanhante terapêutico que pudesse ajudar no seu desenvolvimento escolar.

“Eu quero informar que a escola não me trouxe nenhum recurso, simplesmente me expulsou”, afirmou Jenny, ressaltando a sensação de abandono e a falta de empatia por parte da instituição. O apoio que ela recebeu de outras mães solidárias destaca uma problemática maior: muitas crianças, independentemente de terem um laudo, enfrentam dificuldades na adaptação escolar.

O encerramento do contrato com a escola ocorreu antes mesmo do término do primeiro trimestre letivo, provocando uma série de questionamentos sobre a real inclusividade das instituições de ensino privado. “Às vésperas da semana de conscientização do autismo, onde está a empatia e a inclusão?”, desabafou a mãe, clamando também ao Poder Judiciário para que as leis de proteção às crianças neurodivergentes sejam efetivamente aplicadas em escolas particulares.

O desespero e a revolta de Jenny são palpáveis. Ela compartilha seu cansaço mental e a batalha diária para encontrar uma nova escola que atenda às necessidades de seu filho. “Eu estou bastante revoltada. Meu coração só pede por justiça”, expressou, revelando a pressão emocional que a situação tem causado em sua vida.

“Já solicitei junto ao Ministério Público a gravação interna, mas ninguém se posicionou até o momento e eu sigo injustiçada”, lamentou. Além da luta por justiça, Jenny enfrentou um período de insônia severa e um quadro depressivo, ressaltando os impactos psicológicos que a situação gerou em sua vida.

Jenny, agora em busca de apoio e solidariedade, clama para que outras mães e autoridades se unam na luta contra a negligência no sistema educacional, buscando garantir que nenhuma criança, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, passe pelo que seu filho passou. “Alguém pode me ajudar?”, questiona, buscando direcionamentos que possam acelerar o processo para responsabilizar a escola e garantir que situações como essa não se repitam.

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