Brasil celebra o Dia do Brega na data que Reginaldo Rossi completaria 83 anos

Gênero musical é uma das faces da verdadeira alma da Canção Popular Brasileira

O Dia Nacional do Brega, comemorado em 14 de fevereiro, foi oficialmente instituído no Brasil em 2025 para celebrar e valorizar a riqueza da cultura popular brasileira, especialmente a música romântica. Essa data significativa homenageia o nascimento de Reginaldo Rossi, também conhecido como o “Rei do Brega”, cuja obra ressoa profundamente nas comunidades, especialmente nas periferias, ressaltando a importância do gênero como um patrimônio cultural e econômico. A criação deste dia celebra a música que fala de amor e dor, mas também a diversidade de estilos.

A lei federal nº 15.136, sancionada em 21 de maio de 2025, reforça a intenção de valorizar a cultura popular brasileira e o trabalho de artistas de todo o país, com um enfoque especial nos talentos do Norte e Nordeste. A iniciativa reconhece o brega como um reflexo das vivências e das emoções da população que, tem um impacto significativo na identidade cultural do Brasil.

O Dia Nacional do Brega representa um reconhecimento do estilo musical como patrimônio cultural, que já é celebrado em estados como o Pará e na cidade de Recife desde 2021. Essa valorização fortalece a identidade nacional e a continuidade de um ritmo que movimenta a economia criativa, refletindo os sentimentos e as histórias de vida de grande parte da população brasileira.

O gênero brega, frequentemente subestimado e rotulado como ‘popularesco’, é, na verdade, um verdadeiro tesouro da cultura brasileira. Ele nasce das emoções intensas, das histórias de amor, muitas fracassadas e dos reflexos das dores que permeiam a vida cotidiana das pessoas. No Brasil, o brega transcende, de forma visível, uma simples expressão musical; é um ressoar das vivências e dos sentimentos de um povo apaixonado, que se entrega às suas melodias e letras como forma de articular suas histórias e emoções. O brega é um grito verdadeiro da alma, transformando sentimentos em música.

Um dos ícones desse gênero é Waldick Soriano, suas canções, como “Tortura de e Amor” e “Paixão de um Homem” exploram os temas do amor e da traição com uma profundidade emocional que ressoa com muitos. Com melodias marcantes e letras poéticas, ele conquistou corações e sua música se tornou um meio de expressão para os que se sentem à margem, fortalecendo o sentimento de pertencimento e conexão entre os ouvintes.

Reginaldo Rossi, outro grande nome do brega, trouxe um olhar contemporâneo às emoções humanas em suas canções. Com faixas como “Garçom” e “A Raposa e as Uvas”, Reginaldo Rossi abordou temas cotidianos, transformando a simplicidade da vida em poesia. Sua capacidade de conectar-se com seu público por meio de letras diretas e marcantes fez dele uma lenda, mostrando que o brega tem seu lugar cativo no coração dos brasileiros.

José Ribeiro também se destaca nesse cenário com sua musicalidade única, apresentando canções que refletem as nuances da vida amorosa. Sucessos como “A Beleza da Rosa” e “Vende-se uma Casa” evidenciam a sabedoria popular e a capacidade de transformar experiências pessoais em mensagens universais. Ele trouxe à tona as vivências marcantes do amor e do carisma, fazendo com que suas músicas permaneçam eternas na lembrança do público.

Núbia Lafaiete e sua poderosa voz de cristal conquistaram o cenário brega com suas interpretativas emocionantes. Sucessos como “Devolvi” e “Fracasso” são exemplos da mistura entre paixão e sofrência que caracteriza o gênero. Núbia Lafaiete é uma representante do empoderamento feminino no brega, mostrando que a mulher pode ser forte, vulnerável e apaixonada simultaneamente, com suas letras retratando a luta e o amor das mulheres na sociedade.

Diana e Adelino Nascimento também deixaram sua marca no gênero, trazendo composições que capturam a paixão e o cotidiano. As músicas “Canção dos Namorados” (de Diana) e “Toca o Telefone” (de Adelino) revelam a diversidade sonora do brega, que se adapta e evolui sem perder sua essência.

O brega tem o poder de unir as pessoas, seja em um baile ou em um momento íntimo, provando que sua história é rica e cheia de significados. Quem nunca ouviu uma música brega e se prendeu na letra e melodia?

Entender que o brega faz parte da vida brasileira, é reconhecer a força da canção popular como um pilar da cultura nacional. Esse gênero, com sua capacidade de tocar a alma, de contar histórias e de emocionar, revela as fragilidades e os anseios do povo, sua força e sua resistência. O brega é uma celebração do amor em suas diversas formas, um convite à paixão e à vivência plena das emoções, fazendo parte indissociável da rica tapeçaria cultural do Brasil.

Luís Poeta – Escritor, radialista, Editor Chefe do Radar Tocantinense e Chefe de Redação do Correio do Bico.

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